crônica

Rainha das gafes

Por Magdalena Bertola

 

Quando alguém acena na sua direção na rua, e você acena de volta, e ai percebe que não era pra você, sua vontade é de abrir um buraco no chão e se jogar dentro, ou simplesmente evaporar no ar feito fumaça. Mas não, não dá, meu querido. Sua cara de vergonha e sua tentativa desesperada de fugir da situação só deixa tudo mais engraçado para os espectadores, que sempre estão de plantão, olhando para sua face, enrugada de vergonha nessas horas. Ah, a gafe! Erros idiotas que cometemos sem a mínima noção e intenção. Uma palavra, um gesto, até um olhar pode ser a lápide que irá sepultar sua reputação, mesmo que seja só na sua cabeça.

Essa semana, minha grande amiga Andréia, me contou, a gargalhadas, não de uma, mas de duas gafes que ela cometeu e que, apesar de serem até comuns, não deixam de ser menos embaraçosas. Ela estava tranquilamente trabalhando em sua loja, em São Paulo, quando apareceu no comércio uma conhecida que ela não via há tempos. Andréia, simpática como sempre, disse “E o barrigão, como tá?”, acreditando que a garota estava grávida. A moça, meio sem jeito, disse “Ah, não, você tá me confundindo com a Fulana”. Tudo já estava bem chato ai, afinal, chamar alguém de grávida sem que ela esteja é, no mínimo, embaraçoso. O problema é que isso não foi tudo.

Tentando mudar de assunto, minha amiga então diz, “Ah! E sua namorada, que foi assaltada ontem?”, acreditando que a visitante, na realidade, fosse uma de nossas colegas da comunidade LGBT. Porém, não. Segunda gafe em poucos segundos. A garota disse, novamente, “Não, você tá me confundindo com a Ciclana”. É, gafe, dois, Andréia, zero.

Mas a rainha das gafes que eu conheci na minha vida foi minha querida tia-avó, a Tia Dora. Ela, do contrário da grande maioria da população mundial, não fazia nenhuma questão de esquecer suas gafes. Na verdade, ela contava para todo mundo, e sempre gargalhava, lembrando de suas proezas.

Umas das memórias mais nítidas que tenho dela é de quando eu tinha cerca de oito anos. Naquela época, sempre visitávamos minhas tias-avós (por conta de todas terem mais de 90, eu carinhosamente as apelidei de irmãs Destino, ou Moiras, aquelas irmãs da mitologia que tecem o fio da vida) para tomar café da tarde. Nesse dia, estávamos na sala e ela resolveu contar uma de suas gafes, acontecida na juventude, lá pela década de 40.

A então jovem Dorothy, moça muito bonita, pobre, mas trabalhadora e sempre muito arrumada, continuava usando as meias finas, mesmo quando elas já estavam furadas, por conta de o dinheiro ser curto. As meias só iam para o lixo quando já estivessem pedindo arrego de suas funções. Um belo dia, ela se arrumava para ir ao baile e teve que vestir uma que estava desfiada, mas para que o desfiado não aparecesse, ela deixou a ponta da meia, aquela que vai nos dedos, solta, e não justa, colocando embaixo do pé, e calçando o sapato. E lá se foi para o baile. Chegando lá, um moço a tirou para dançar. Passo vai, passo vem, o moço então a girou, jogando ela para baixo e fazendo com que ela erguesse uma das pernas, no melhor estilo tango. Seria tudo lindo, e normal, não fosse o fato de que o sapato voou do pé da tia Dora, indo parar do outro lado do salão, e deixando aquela língua de meia pendendo da ponta do pé, ainda no alto, sendo visível para todo o baile, enquanto balançava num ritmo que não batia com o da música.

 

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Imagem: http://www.dasmariasblog.com/

Pois é, e se tentamos consertar, tudo piora. E sempre piora! E não adianta fugir, se esconder dentro da bolha da sua casa, embaixo do seu cobertor, com medo do monstro da gafe. Não tem jeito, nem que você peça comida via telefone ou internet, um dia você vai cometer alguma gafe com o entregador, pode ter certeza. E no fim do dia, a sensação vai ser a mesma. O pensamento do erro vai ficar voltando à sua cabeça, seu cérebro será consumido com a vergonha, seu estômago doerá e você se retorcerá ao lembrar da cena, a menos que você seja a reencarnação da tia Dora, se for assim, você com certeza fará questão de contar para toda a sua família e amigos, para que o fato fique gravado para a posteridade.

A gafe sempre estará ali, escondida a cada esquina, a cada passo que você der, só esperando para atacar e te jogar um balde de vergonha na cabeça. Não tem jeito e você não pode fugir. Então, levanta essa cabeça, meu filho! Gafe é sempre história pros netos. E tenho dito.

Ah, e se você for a reencarnação da tia Dora, me adiciona no Face.

Quatro letras, e muito medo

Por Magdalena Bertola

Medo. Pequena palavra formada por apenas quatro letras e duas sílabas. Duas pequenas sílabas que carregam enorme significado. O medo assusta. Têm-se medo de ter medo. Ao se ter medo, sente-se dor, palavra, menor ainda que a anterior, que carrega em si enorme peso.

Sente-se dor ao ter medo por que, o medo em si traz angústias, tristezas, ansiedade. Sente-se o coração apertado, o suor frio por vezes molha a palma das mãos, o estômago embrulha. Tudo isso é um tipo de dor e, ninguém, absolutamente ninguém, deixou de sentir medo em algum momento da vida. Quando se é criança, o monstro embaixo da cama ou dentro do armário é tão assustador quanto um assassino. Alguns sentem medo do escuro, outros da guerra instalada em seu país, medo das bombas que caem no horizonte, riscando o céu e produzindo um clarão, que poderia ser bonito, não fosse carregado de tamanha destruição.

O medo que sobe pela espinha, como uma mão gélida, cadavérica, agarra teu crânio, gelando a nuca e fazendo os olhos saltarem da órbita. Paralisado, sem respirar. Milhões de pensamentos passam rapidamente pela cabeça, como um filme acelerado sem, no entanto, causar nenhuma reação. Se tentamos reagir, é como se o mundo estivesse em câmera lenta. Enquanto tentamos mover o corpo, um milímetro que seja, o fantasma da menina da corrente da internet que você não passou para 25 amigos, já fez algo inimaginável, mesmo que tenha sido apenas em pesadelo.

Medroso é um xingamento. Quem é chamado de medroso se sente impotente, triste, covarde. Mas, somos todos medrosos. Seja por perder o emprego, o amor, ou até mesmo do trovão produzido por tão linda nuvem que outrora fora branca, como algodão, e agora, negra e pesada, traz os indícios de tempestade aterradora. Sente-se medo ao fazer uma prova, ao encarar alguém maior, ao ser chamado na sala do chefe para uma conversa. Sente-se medo até mesmo de ir ao banheiro novamente quando se está doente, após tantas visitas ao trono de louça.

Sentimos medo do frio, da fome, da negação, de mudar de vida, de mudar de opinião. Nossas vidas giram em torno do medo do que possa, ou não, acontecer. Vivemos enjaulados em nossos pensamentos, rodeados e movidos por ele. O medo pode ser bobo, infantil, incurável, mas nem sempre é imprestável. Por vezes perdemos oportunidades por medos bobos, por medo de não conseguir, de não dar certo, pelo simples medo de tentar e não ter o resultado desejado. Porém, não é imprestável o medo que te faz saber que, se beber e dirigir poderá bater o carro, que se não estudar, reprovará, que, se puxar o gatilho, não haverá volta.

Corajoso não é aquele que não sente medo, é aquele que, apesar do medo, segue em frente, sempre sabendo o que pode vir. No fim, seria o medo, desnecessário? Não digo o medo aterrador, causado por violências de todos os tipos, mas o medo que não nos deixa ser inconseqüentes. Seria, esse, desnecessário? Confesso, tenho até medo de um mundo sem medo.

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I’m feeling good in da jungle!

 

 

 

 

 

 

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Por Magdalena Bertola

 

Hoje meu dia foi marcado por uma grande e forte nostalgia, isso porque hoje foi a primeira vez que meus sobrinhos, Enzo, de seis anos e Dante, de um e meio, foram ao cinema. Curiosamente, o primeiro filme deles na telona foi Tarzan, o mesmo filme que eu vi quando fui à salinha escura – que hoje em dia é salona – pela primeira vez, em 1999. A diferença é que, como boas crianças nascidas pós 2000, meus lindões – tia coruja, me julguem – já viram a selva africana e os pulos do homem-macaco em 3D. Se bem que, o nome do filme já nos remete a isso, pois “Tarzan: A evolução da lenda” é, nada mais nada menos, do que dizer “OI! AGORA SOMOS MODERNOS E EVOLUÍMOS”. É, pois é, mas mesmo com esse título, minha surpresa (e, não mentirei, excitação em rever o meu querido Rei da Floresta) me fez abrir um sorriso quando a Dona Fátima, ou como eu e meus irmãos chamamos, Mama, me disse que íamos ver – no caso de moi, rever – Tarzan.

Na realidade, não era para eu ter ido ao cinema hoje, eu nem sequer sabia que havia uma nova versão do Tarzan, toda modernosa, passada numa época em que já existem helicópteros, grandes multinacionais modernas e garotas de cabelos e shorts curtos, além de câmeras digitais. O filme em si é bem diferente daquele Tarzan que eu vi quando criança, que se passava numa época de aristocratas e da exploração das florestas africanas – que, convenhamos, nunca acabou -, o moderno, ao invés de ser um bebezinho que nem engatinhava, filho de lordes ingleses exploradores é, na verdade, um garoto de uns seis ou sete anos, herdeiro de uma grande corporação estadounidense. Ah, e os gorilas não falam, nem a Cheetah, o que, incrivelmente, não fez falta (Sorry, querida Cheetah, é a verdade). Apesar de todas as diferenças, eu me senti novamente com dez anos de idade ao ver o garoto-macaco e a Jane moderninha (e loira). Quase chorei em algumas cenas e, apesar do óculos 3D e da mudança na história, não pude desgrudar os olhos da tela (com relutância fui ajudar a Mama a comprar as pipocas, já nos quinze ou vinte minutos de filme porque chegamos atrasadas).

Ah, como é bom voltar a ser criança, mesmo que seja por alguns minutos. Hoje, naquela sala de cinema, voltei a sonhar com viagens à África, com uma vida nas árvores, com voos em cipós e toda a adrenalina que deve existir ao ser uma criança criada numa floresta e, também, senti toda a emoção do primeiro amor daquelas personagens, tanto quanto eu senti quando vi o filme pela primeira vez.

Tarzan é, sem dúvida, juntamente com Mogli e Aladin, o meu desenho animado preferido, ver a sua evolução e ver como ele foi adaptado às crianças modernas me faz, apesar de tudo, feliz, porque dessa maneira eu mesma pude voltar a ser criança, esquecer os problemas da vida adulta, o cansaço do dia-a-dia, as responsabilidades. Ali, naquela cadeira e com aqueles óculos horrorosos fui absorvida num mundo maravilhoso, cheio de perigos e mistério, fui levada a lugares distantes, conheci um garoto de olhos verdes (ai, até lembrei do meu bofe!) que perdera a família e ganhara outra, totalmente diferente, longe dos doces, dos parques de diversão, dos shoppings e de todos os vícios da vida moderna e que, ainda assim, tinha uma vida feliz em meio à selva, junto com animais considerados irracionais, mas que demonstravam amor incondicional.

Naquela selva, conheci homens mesquinhos, o poder do dinheiro, o lado sombrio da humanidade. Não que não a conhecesse, afinal né, vamos combinar que com todos esses políticos fica um pouco difícil não conhecer o lado sombrio das pessoas, mas é incrível ver como uma película, mesmo infantil, que não é para pessoas como eu, da geração que se diz jovem, mas tem tantas atitudes de velha. Mesmo que seja para as crianças que já possuem smartphones e tablets, que usam óculos 3D com a maior naturalidade, ainda assim, essa experiência foi enriquecedora no meu dia. Saí da sala de cinema com sorriso de orelha a orelha e viajando nos meus próprios pensamentos. No fim das contas, não foi apenas o meu sobrinho que ficou pulando para imitar o Rei da Selva.

Agora estou aqui, de volta à minha singela casinha no subúrbio de São Paulo, mas meu cérebro, ah, esse tá pulando de cipó em cipó, surfando em troncos cheios de limo e lutando contra feras selvagens. Ah, Tarzan, como eu senti sua falta!

E digo mais, se daqui 15 anos fizerem uma nova versão de Tarzan (ou de qualquer outro filme da minha infância), para a próxima geração, eu assistirei novamente, e se daqui a 30 anos, tiver outro, mesmo aos 45, assistirei e com toda a certeza, vou segurar o choro, vou rir e passarei alguns dias sonhando com aventuras na selva. Isso porque, chega uma hora que fica chato ser adulta e, o que mais precisamos, é voltar a ser criança e passar uns dias sorrindo por isso.

E você ai, ô jovem velho, vá ver um desenho pra ver se desestressa! Gente chata!

 

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(Só pra constar, a primeira foto é o Tarzan da minha infância, e a últim foto é o novo Tarzan, gatééénho de olhos verrrrrrdes!)

Os mais fortes

Por Magdalena Bertola

Eram quatro garotos de, no máximo, dez anos cada. Roupas velhas, surradas, chuteiras sujas de barro. Um deles, todo ralado, do rosto à canela, provavelmente por uma queda de bicicleta, ou mesmo do futebol. Eram do bairro ali mesmo, todos nascidos e crescidos, se é que se pode dizer que garotos de dez anos são crescidos, no mesmo lugar, ainda brincando na rua, pois a falta de dinheiro das famílias não trazia tantos luxos tecnológicos.

Naquela noite, avistaram uma portinha que dava para uma escada, ao lado de uma padaria. De longe, leram “Academia de Jiu-Jitsu, Muay Thai e Karatê”. A curiosidade crescia a cada passo, e depois, a cada degrau. Lá no alto, após a recepção, um espaço pequeno, somente com um tatame e um octógono. Mas, para aqueles garotos, aquele era um mundo todo novo, inexplorado. Ficaram por alguns segundos fitando o que aqueles homens e mulheres faziam naquele colchonete gigante. Socos, chutes, pulos. Era tudo novo e diferente, chegava a ser incrível. Os olhos brilhavam.

Um deles exclamou: “eles tão lutando boxe!”, ao passo que outro completou, virando os olhos juvenis para o mestre da academia, “Tio, a gente quer lutar boxe!”. O sensei somente disse, “Muay Thai”. “O que é isso?” perguntou o terceiro, “É isso que eles estão fazendo” foi a resposta do treinador, apontando para as pessoas no tatame. O quarto então, não se conteve, e com toda a propriedade que qualquer garoto de dez anos tem, exclamou, “Mas isso que eles tão lutando é boxe!”. Vitória dos garotos, o sensei não mais discutiu, limitou-se a dizer para que eles parassem de pisar com os tênis no tatame.

As vozes finas e altas ecoavam na academia, a cada barulho de chute, ouvia-se uma exclamação de surpresa dos garotos. As mãozinhas tocavam o tatame, alguns socavam a Punching Ball, outros se atreviam a encostar a ponta da chuteira no tatame sem que o sensei visse. Mas, logo foram tocados dali pelo mestre, que estava perdendo sua concentração com tamanha arruaça juvenil. Desceram, então, as escadas, meio cabisbaixos, um pouco bravos, mas, ao mesmo tempo, achando graça na arte aprontada.

Muitos dirão a esses garotos, ao longo de suas vidas, que não conseguirão nada, que não serão ninguém. Porém, o que é mais forte que a imaginação de uma criança? O que é mais forte do que sua ambição em conseguir ser o que querem ser?

Todos agora se imaginavam dando chutes e socos, vendo o suor pingar da própria testa no tatame enquanto faziam flexões. Nas suas mentes, se viam chutando e destruindo sacos de pancada, usando luvas, sendo fortes. Nenhum deles sabia nada sobre lutas, mas todos já tinham visto alguma vez algo na televisão. Todos sabiam que, se fosse para a TV, podia-se ganhar um tipo de cinto, grande, brilhante, que dizia que você era o cara mais forte do mundo. Estando lá, você seria entrevistado por jornais internacionais, falaria em outras línguas, ganharia o cinturão. Seria reconhecido como uma grande pessoa, como celebridade, como alguém em quem se inspirar.

Nenhum deles saiu dali de cabeça vazia. Naquela noite, aqueles quatro garotos deixaram de ser apenas garotos da periferia. Naquela noite, todos eles, eram os homens mais fortes do mundo.

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Crônica – Divino Mau Humor

Por Magdalena Bertola

Tudo começa na noite anterior, você deve dormir cedo, mas ai você pega transito, janta fora da hora, perde tempo vendo tv, e ai é obrigado a dormir tarde. Na manhã seguinte o despertador toca e você desliga, afinal, que sono! Quando percebe você está uma hora atrasado e ainda vai ter que enfrentar quilômetros de congestionamento. É ai que tudo começa.

Você se levanta com aquela cara de quem tem poucos amigos, como se quisesse somente que a humanidade explodisse para assistir de camarote com óculos 3D. Sua família já te olha com medo porque percebe as sobrancelhas enrugadas, o sorriso inverso, e aquele olhar assassino. Depois de horas no transito, três brigas e um elevador lotado, até seu chefe te deixa tomar cafézinho. O que aconteceu?

Mau humor. Aquele que toma teu coração quando algo dá errado, que te faz ter ódio, vontade de morrer, não! De matar! “Ah, se eu pudesse ter um dia de fúria”, você pensa.

O mau humor é um daqueles sentimentos mais puros que existe. Sim, mais puro até que o amor! Quando se está mal-humorado tudo fica ruim, não importa o quão bom esteja, você sempre verá o lado ruim. Por que? Ué, porque você está somente puto com a vida! Mas que cazzo aconteceu nessa data pra dar tudo errado? É Halloween? Sexta-feira 13? O que? Não importa, pode até ser Natal, quem passar na sua frente, sofrerá as consequências. Você se dedica tanto a ser mal-humorado que nada mais tem importância, só o quanto de ódio você está no coraçãozinho. Nem se ganhasse na mega você ficaria calmo agora, não, não ficaria, porque se você ganhasse na mega mal humorado, você ia mandar tacar uma bomba no bairro, ou pelo menos no trabalho, escola, seja lá onde você estiver que não te deixe deitar e dormir, ou tomar uma cerveja pra relaxar.

Quando se está de mal humor, o mundo, universo, deuses e até as pessoas parecem conspirar para te ver mais estressado do que você já está. Você só quer resolver seu trabalho e ir pra casa se esticar no sofá, e tudo acontece: o computador trava, o relatório some, acaba o café na cozinha, o papel no banheiro, a água no filtro, aquele contrato importante não é fechado, seu filho briga na escola, o cachorro come seu chinelo, e quando o telefone toca e você dá um soco na mesa de tanta raiva, percebe que na verdade, não era a mesa, mas o telefone, que agora está quebrado. Então, se explodir não é a solução, qual é?
Numa hora dessas, o melhor é tentar ficar calmo, relaxar, que tal ouvir música de meditação? Põe no youtube “barulho de chuva na água” e relaxa enquanto faz o trabalho.

Agora me diz, quem, quando está mal-humorado, quer ficar calmo? Queremos fogo na Babilônia! E esse fogo na Babilônia as vezes nos faz resolver problemas que há tempos empurrávamos com a barriga, então, no fim, o mal humor é bom, pois ficamos fortes, corajosos, ninguém pode nos bater. Somos invencíveis!

Então deixe de chatice, seu moço, aceite seu mal humor e que hoje tudo deu errado, porque, lembre-se: nada está tão ruim, que não possa ficar pior.

Grumpy-cat_mauhumor

Resolvi escrever crônicas

Bom, decidi postar nesse blog, que eu só fiz por causa da antiga faculdade que eu estudava (era para uma matéria sobre tecnologias digitais), e que só tem post random, as crônicas que venho produzindo. Elas falam sobre as mais variadas coisas, como toda crônica, mas como estou curtindo escrever esse tipo de texto, acho que posso postar aqui pra que alguma alma perdida pela web acabe lendo.